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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Camisas e casacos à base de chá verde

Em inglês, dá um óptimo trocadilho, faz logo notar o Telegraph: as T-shirts do futuro poderão chamar-se tea-shirts – isto é, se o têxtil à base de chá desenvolvido por cientistas do Imperial College de Londres (ICL) vier a substituir um dia o algodão, o cabedal ou a lã por razões de sustentabilidade.

Tem a textura do couro, mas é muito mais leve e já foi utilizado pela equipa de Suzanne Lee, do Central Saint Martins College of Art and Design – que lidera o projecto – para fabricar camisas, casacos, vestidos e sapatos. Para o produzir, basta um caldeirão de chá verde com açúcar e outros nutrientes à mistura; acrescentam-se bactérias (Acetobacter) e deixa-se fermentar durante uns dias.

As bactérias fabricam então filamentos de celulose que se aglomeram em finas camadas à superfície do caldo. “Contudo, a mistura produz um tecido bastante irregular e desorganizado, e estamos a procurar formas de melhorá-lo”, diz Paul Freemont, do ICL, citado pelo diário britânico. Os cientistas também estão a tentar introduzir os genes responsáveis pela produção dos filamentos noutras bactérias, para tornar o processo mais eficiente e o tecido mais sofisticado.

Ana Gerschenfeld, in Jornal Público, 25 de Agosto 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Primeiro avião movido a algas

A gigante europeia da indústria aérea EADS se prepara para anunciar a primeira aeronave movida por combustível feito 100% a partir de algas. A máquina será apresentada durante o Festival Aéreo de Berlim, na Alemanha.

"Precisamos de uma mudança de paradigma na indústria da aviação. Logo, precisamos de uma alternativa ao querosene", disse à agência France Press Jean Botti, diretor técnico da EADS, acrescentando: "Se 10% da nossa frota estiver voando com biocombustível em 2040, eu ficarei extremamente feliz."

Especialistas acreditam que a alga será um dos principais combustíveis do futuro, pois não compete com as lavouras de alimentos pelas melhores terras e produz 30 vezes mais combustível do que os vegetais usados em biocombustíveis.

Além de ganhar terreno como energia renovável, as plantas marinhas também são conhecidas por sua capacidade de devorar o dióxido de carbono, um dos gases do efeito estufa.

Colado de <http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia.php?id_conteudo=12180>